terça-feira, 29 de julho de 2014

Dirigida por Renato Andrade, comédia é inspirada em hits dos anos 70 e 80

Elenco de 'Retratos e Canções' destaca seus sucessos favoritos da época


Haja criatividade para construir um texto teatral composto apenas de versos de diversas músicas nacionais que marcaram época! Foi este o desafio encarado pelo dramaturgo e diretor Renato Andrade, que estreia o espetáculo “Retratos e Canções” na próxima sexta em São Paulo. Sem qualquer exceção, todos os diálogos são retirados de clássicos da década de 70 e 80, transformando a montagem em um “musical sem música”. Em cartaz no Teatro Augusta, ela traz ao palcos os atores Paulinho Serra, Wilson de Santos, Dani Moreno, Rodrigo Sant’anna e Flavia Garrafa.

A partir da caricatura de tipos quase sempre à margem da sociedade, o espetáculo ultrapassa a barreira de preconceitos e estereótipos e conquista o público pela memória afetiva e musical. A trama conta a história do reencontro entre o caminhoneiro Tadeu e a secretária Carol. Depois de ter se envolvido com mulheres de todos os tipos, ele tenta achar seu grande amor por meio do programa de encontros do apresentador Arlindo Orlando. Isso provoca ciúmes no escriturário Marvin e na cabelereira Diana, que tentam manter os amantes para si.

Perguntamos ao elenco quais músicas dessa época mais deixaram marcas e quais representariam melhor seus personagens. Confira o resultado abaixo:

Wilson de Santos (Marvin): Com certeza uma das que mais me marcou foi “A Vida Não Presta”, do Leo Jaime. Foi uma bela representação da minha fase adolescente: meio depressivo, meio apaixonado, meio solitário. Escuto essa música e me lembro desse período e dos dias chuvosos vividos em Santos, onde nasci e cresci. Quanto à canção que melhor representa meu personagem, cito “Sentimental Demais”, porque ele é um apaixonado não correspondido. Nada nos deixa mais sentimental do que isso!

Dani Moreno (Diana): Nasci no ano de 1985, mas cresci ouvindo muita música antiga. A que mais me marcou foi “Canteiros”, do Fagner, por me lembrar muito do meu pai. Ele sempre a cantava para mim e ela acabou se tornando um símbolo do nosso relacionamento. Já a que melhor representa a Diana é “Sou Rebelde”, da Lílian, porque resume exatamente o que ela é. Ela não é rebelde de graça, o mundo quis assim. Ela usa o fato de que nunca a trataram com amor para justificar todas as suas atitudes ruins. E eu acredito nisso porque sou daquelas que defende o próprio personagem (risos)!

Paulinho Serra (Arlindo Orlando): Minha música preferida dessas décadas de 70 e 80 é “Prenda o Tadeu (Seu Delegado)”, na voz de Maria Alcina. Ela era só uma criança quando a vi pela primeira vez e ela me pareceu a pessoa mais feliz do mundo! E a música do Arlindo é “A Força do Amor”, do Roupa Nova! Ele acha que ela foi composta para ele!
 
Flávia Garrafa (Carol): Como pessoa, a que mais me marcou foi “Marvin”, dos Titãs. O Charles Gavin, baterista da banda, foi aluno da minha mãe e eles eram bem amigos. Então estávamos sempre ouvindo em casa. Tínhamos orgulho de ter uma banda de rock tão boa que era paulista também! Essa música conta uma saga e eu adorava visualizar essa história. Marcou minha adolescência. Já a minha personagem é perfeitamente descrita por “Evidências”; ela passa metade da peça tentando enganar seu coração, mas no fim acaba se entregando ao grande amor.

Rodrigo Sant’anna (Tadeu): A música que melhor representa o meu personagem é “Mulheres”, do Martinho da Vila, porque ele é o maior pegador dessa história. A que mais me marcou é complicada... Sou da década de 80, fica difícil pensar em uma música dessa época que eu cresci ouvindo. Por conta disso, não tenho outra escolha senão Xuxa (risos)! Acho que a melhor para mim era “Lua de Cristal”, porque eu realmente acredito que tudo que eu quiser o cara lá de cima vai me dar!

Fonte: Globo Teatro

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